Jeito de vila | Capítulo 1

A casa iluminada e descontraída da designer de móveis Marieta Ferber

Uma casa e todas as memórias que ela guarda não podem ser resumidas de uma vez só, então por aqui fazemos diferente. Ao invés de concentrar todos os detalhes e fotos em uma única matéria, criamos pequenos capítulos para que você possa curtir essa visita durante vários dias. É só acompanhar a ordem pelo título dos posts e apreciar o passeio sem se preocupar com o relógio.

Para a designer Marieta Ferber a casa é como um laboratório, um lugar onde temos a liberdade de experimentar, ousar e brincar com a decoração. E olha que disso ela entende bem. No início de sua carreira Marieta foi assistente de Carlos Motta e também chegou a integrar a equipe do escritório Brasil Arquitetura, onde teve a chance de executar alguns projetos de ninguém menos que Lina Bo Bardi. Com um repertório desses, era de se esperar que seu lar fosse repleto de boas soluções, lembranças e criações próprias.

Dona de um apartamento em Pinheiros reformado por ela, a designer decidiu alugar o imóvel e se mudar para um espaço maior para que pudesse ter mais conforto ao lado do golden retriever Poeira. Certo dia, enquanto caminhava pela região procurando placas de “Aluga-se”, Marieta descobriu uma simpática casinha na entrada de uma vila a poucas quadras do antigo endereço. Além de charmosa e ampla, a construção estava bem conservada, então ela agarrou a oportunidade e logo fechou negócio.

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Não foi preciso alterar muita coisa, pois os ambientes já eram bem distribuídos e a intenção da moradora era economizar na reforma, porém ela fez algumas modificações pequenas aqui e ali. Os inquilinos anteriores usavam o lugar como um estúdio de arquitetura, por isso em certos pontos faltavam funções básicas: os banheiros não possuíam chuveiros, a cozinha era menor e mal tinha espaço para a geladeira e paredes de drywall dividiam os cômodos de um jeito esquisito. Marieta transformou tudo isso e ainda acrescentou uma pia de cozinha e um banheiro extra no estúdio que fica nos fundos.

Como muitos de seus móveis continuaram no antigo apê, a designer teve que ir atrás de outros itens para compor essa casa. Por trabalhar com desenho de mobiliário, ela havia acumulado um acervo considerável de peças que estavam emprestadas para amigos e familiares e que foram recuperadas. Seja por coincidência ou obra do destino, na mesma época um grande amigo estava se mudando para Nova York e ela acabou herdando uma cama, um sofá e alguns pufes. O tecido das cortinas veio de um bazar beneficente e foi uma pechincha; fotos e desenhos receberam molduras e foram parar nas paredes; objetos meio esquecidos saíram de suas caixas empoeiradas e ganharam vida nova… Foi tudo meio assim, improvisado com o que se tinha em mãos.

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As poltronas brancas que ficam na sala integrada à cozinha eram de sua avó e ganharam capas porque o veludo azul marinho original estava muito desgastado, mas são móveis que carregam boas memórias, assim como as estantes de madeira dos quartos ou as louças de sua mãe. Também não podiam faltar criações que levam sua assinatura, como as luminárias Girafa e Nave, a mesa lateral Quadra ou as cadeiras Trança e Sola, motivos de orgulho para a moradora. Apaixonada por livros, ela adora o armarinho amarelo que fica em frente à porta de entrada.

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A decoração pode até ser feita do conjunto de todas essas peças, mas a sensação de lar é bem diferente disso. O que a faz não são as coisas materiais, e sim o prazer de curtir os ambientes abertos para o jardim, de cozinhar à noite espiando a lua, de sentir o cheirinho das plantas que foram regadas e de receber as visitas que aparecem de repente. Segundo Marieta, isso tem gosto de vida.

Quer conhecer a casa toda e ver mais fotos? Amanhã publicamos o Capítulo 2…

Continua-final

Fotos por Rafaela Paoli

Deixe seu comentário 3 Comentários

  1. Que delícia de casa! Morri com esse movel amarelo, de onde é?!

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    • Oi Alyne, esse móvel era um antigo armarinho de hospital que a moradora garimpou faz muitos anos e mandou pintar de amarelo.Talvez você consiga encontrar algo semelhante em antiquários 🙂 bjs

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  2. Gostei dos ambientes pois não gosto de decoração com tudo muito arrumadinho e combinando e aprecio muito o rústico

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Histórias

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