Jeito de vila | Capítulo 2

A casa iluminada e descontraída da designer de móveis Marieta Ferber

Marieta Ferber é uma designer que trocou seu antigo apartamento por uma casa de vila alugada no mesmo bairro. Tudo em nome do conforto! Cercada de móveis e objetos colecionados há anos, além de peças que levam sua assinatura, ela conquistou a sensação de aconchego que tanto queria. Acompanhe essa história desde o começo.

… Por ter trabalhado com arquitetura a moradora sabe reconhecer a importância das texturas e dos materiais na decoração. É por isso que as cores aparecem de forma discreta em sua casa, como um tapete estampado ou o armário amarelo que guarda os livros no escritório. Os tons neutros de branco e cinza, presentes nas paredes e no mobiliário, foram escolhas estratégicas, já que destacam elementos originais da construção: o piso de tacos do térreo, a escada com guarda-corpo de madeira, o assoalho dos quartos, as molduras de gesso no teto e as portas rústicas com cara de sítio.

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Como dá para perceber, Marieta é apaixonada por madeira e costuma usar a matéria-prima em suas criações. Esse interesse todo talvez seja herança dos tempos em que trabalhou com o renomado Carlos Motta, um especialista no assunto, mas também tem a ver com a natureza, que é sua maior fonte de inspiração. “A natureza tem encaixes e engrenagens perfeitas, sem exagero nem falta. Ela toma forma de acordo com a demanda.”, revela. Ao longo de sua carreira a designer aprendeu a respeitar as imperfeições das coisas e, consequentemente, das pessoas. Agora ela sabe que nada é definitivo, porém consegue enxergar a beleza disso.

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Entre tantos detalhes atraentes da casinha de vila, dois deles chamaram a atenção de Marieta e foram decisivos para que ela alugasse o imóvel. O primeiro foi o jardim, que fica abaixo do nível da sala de estar e mesmo assim recebe iluminação natural quase o dia inteiro, e o segundo foi um amplo espaço com entrada independente que também ocupa os fundos do terreno. A moradora percebeu que esse cômodo isolado tinha muito potencial e pensou que poderia montar um escritório ali, ou de repente sublocar o quarto. Para isso ela só precisava fazer algumas alterações estruturais, então fez.

Sua intenção era criar uma “casa dentro da casa”, ou seja, esse ambiente deveria servir como um loft para quem ali se hospedasse. Marieta removeu algumas paredes para garantir a entrada de luz e instalou uma bancada com tampo de mármore que funciona como uma pequena cozinha com tubulação à mostra. Ela também montou um banheiro com elementos de concreto aparente, como o tampo onde fica a cuba. Bem equipado, o estúdio agora pode ser alugado por jovens que não precisam de muito espaço e que se interessam pela boa localização.

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Livre para circular por todos os cantos, o cachorro Poeira aproveita o carinho da dona, que dificilmente resiste à sua doçura – mesmo quando ele apronta ou bagunça tudo. Com uma companhia dessas, Marieta curte a casa sem pressa e sem preocupação. Para ela, o melhor de morar sozinha é justamente ter essa liberdade absoluta de fazer o que quiser, na hora que quiser… A forma como os ambientes são usados e decorados reflete sua maneira de pensar e de levar a vida, e não há nada mais gostoso do que se identificar com o próprio lar, não é?

fim-final

Fotos por Rafaela Paoli

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Categoria

Histórias

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