Cheiro de mato | Capítulo 1

Um sítio no interior virou o aconchegante lar de uma família

Uma casa e todas as memórias que ela guarda não podem ser resumidas de uma vez só, então por aqui fazemos diferente. Ao invés de concentrar todos os detalhes e fotos em uma única matéria, criamos pequenos capítulos para que você possa curtir essa visita durante vários dias. É só acompanhar a ordem pelo título dos posts e apreciar o passeio sem se preocupar com o relógio. 

Acordar com o barulho dos pássaros e a vista para um jardim feito de inúmeros tons de verde é uma das maiores conquistas da chef de cozinha Adriana Mendes Haddad. Donos de uma casinha térrea em Sousas, na região de Campinas, Adriana e o marido, o consultor financeiro Fabio Guimaraes Seabra, alteraram completamente seu estilo de vida quando resolveram migrar para o interior. Três anos atrás, o trânsito caótico e a poluição de São Paulo deram vez a uma rotina mais calma, com direito a verduras cultivadas no próprio quintal e frutas colhidas do pé.

Juntos há quase duas décadas, Adriana e Fabio têm histórias de sobra para contar sobre os lugares em que viveram: eles se conheceram na Bahia, mas já moraram na Alemanha, em Barcelona e em Londres – fora os outros quatro endereços que tiveram em São Paulo. Ao todo foram cerca de 10 mudanças, sendo que cada casa ou apartamento deixou sua marca na memória do casal, cosmopolita por natureza.

O estímulo para que eles fincassem raízes no campo veio com a segunda gravidez de Dri. Nascida em Campinas, ela sabia que lá poderia contar com a ajuda de sua família quando precisasse de mais tempo para trabalhar. Para os filhos, essa ideia só trouxe vantagens. Além do contato com os avós e as tias, eles ganharam de presente um quintal cheio de plantas, espaço para andarem de bicicleta e uma mascote animada, a cadela Maricota. “Todo dia de manhã ela vem acordar a gente e sai correndo para brincar de pega-pega com as crianças. Ela faz parte da turma. Eu nem sei mais como seria nossa dinâmica aqui sem a presença dela.”, confessa a moradora.

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De arquitetura simples, porém com grandes aberturas que intensificam a entrada de luz natural, a construção original praticamente não sofreu nenhuma modificação, apenas uma pintura aqui, um ajuste ali… Dri brinca que a casa ainda está longe de ser perfeita, mas admite que essa repaginada básica ajudou a deixar os ambientes com a cara da família. Na verdade, o maior investimento feito pelo casal até agora fica na área externa do terreno: a chef aproveitou parte do jardim para construir sua escola de culinária, a Ovos Quebrados.

* A escola, onde a moradora também oferece jantares, ficou tão incrível que mereceu uma matéria só pra ela. Fiquem ligados porque mês que vem publicaremos o espaço na íntegra. 

Quase todos os móveis que ocupam os cômodos foram trazidos dos antigos endereços de Adriana e Fabio. “Adoro usar as mesmas coisas com outras utilidades, gosto dessa brincadeira de trocar de lugar. Afinal, pra quem já se mudou tantas vezes… Fora que quando gostamos muito de algo, sempre encontramos um canto especial para aquela peça.” Um belo exemplo é o armário de madeira de demolição que hoje fica na sala de jantar – ele pertenceu a uma das cozinhas do casal e agora faz bonito guardando louças, garrafas de vinho e outros objetos queridos.

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O grande orgulho de Adriana na decoração poderia ser o deque de madeira, onde pratica yoga frequentemente; a lareira, instalada no centro da sala de estar; ou a pesada mesa de jantar, que está sempre com um vaso de flores; porém o que ela mais gosta na casa toda é a parede cheia de quadros. “O que as pessoas mais demoram a colocar, é o que a gente coloca antes de qualquer coisa. Para mim, é o que mais personaliza um lar. Por isso a gente foi pendurando meio sem regra, vendo junto na hora mesmo…”.

Sobre o sofá coberto de almofadas, os desenhos das crianças dividem espaço com uma gravura de cordel de J. Borges, uma fotografia do Edifício Copan e um quadro de pêssegos pintado pela antiga proprietária do apartamento em que o casal morava antes de ir para Campinas: “Quando mudamos para o apê, ela havia deixado um buquê de flores e um bilhete pregado no quadro, dizendo para a gente ter muita sorte na nossa vida nova. Achei aquilo de uma delicadeza única!”, lembra Dri.

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Sem frescuras, a morada de Dri, Fabio e seus filhos é um daqueles lugares em que qualquer um se sente bem recebido. Quase sempre tem bolo assando no forno ou comida das boas no fogão, a gargalhada das crianças também é frequente, assim como as brincadeiras da Maricota – às vezes ela entra com a pata suja de terra, mas também sem problemas. Sujou, limpou. Leve e descomplicada, a vida aqui parece seguir um ritmo totalmente diferente.

Gostou da história e quer conhecer o restante da casa? Então clique no botão abaixo e confira o Capítulo 2!

Continua-final

Fotos por Luiza Florenzano

Deixe seu comentário 4 Comentários

  1. Casa linda! Muito aconchegante. Quem visita não deve querer ir embora. Com uma chef então…rsrs
    Meu sonho é morar numa chacara. Muita qualidade de vida 🙂

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  2. Ameii 🙂 Casinha assim é vida!

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  3. lindo!!!!!!! um verdadeiro sonho!

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  4. Linda a casa Aconchegante, alegre,com calor humano e a cara dos donos!!

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Histórias

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