Escola de culinária

A decoração encantadora da escola de culinária Ovos Quebrados

A gastronomia sempre fez parte da vida da chef Adriana Mendes Haddad, mesmo quando ela ainda nem se arriscava a cozinhar. Desde muito cedo Dri e suas irmãs degustavam os pratos deliciosos preparados por sua mãe e por Duda, uma “Tia Anastácia” da vida real que trabalha com a família há quase 40 anos. Esse dom de transformar ingredientes e temperos em receitas cheias de carinho foi transmitido para as novas gerações, já que mesmo sem colocar a mão na massa a futura chef observava as etapas e prestava atenção em tudo.

Apesar do interesse pelo assunto já existir, a vocação só se transformou em profissão muitos anos depois. Formada primeiramente em Direito, Dri foi passar uma temporada em Paris para estudar e com isso acabou tendo que se virar na cozinha. Aos poucos ela pegou intimidade com as panelas e logo descobriu uma grande paixão! De repente, o curso de Ciências Políticas na França deu lugar às aulas de confeitaria em Barcelona e um novo mundo se abriu.

De volta ao Brasil, quando já estava casada, com filhos e a carreira em ascensão, Adriana saiu de São Paulo para construir uma vida mais tranquila em Campinas – lembra que já contamos essa história? Um dos fatores determinantes na escolha da casa que iriam comprar foi o terreno amplo e cercado de árvores, perfeito para que a moradora pudesse montar no quintal a Ovos Quebrados, sua inspiradora escola de gastronomia.

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A realização desse sonho aconteceu com a ajuda da arquiteta Fernanda Zaratinni, responsável por transformar a antiga churrasqueira coberta em um anexo de 80m² com direito a paredes de tijolinhos, fachada de vidro e forro de madeira. Apaixonada por decoração, Dri encarou o projeto da escola como uma oportunidade de usar todos os revestimentos e cores que ela mais gosta, como cimento queimado, ladrilho hidráulico, lousa… “Esses elementos sempre fizeram parte dos lugares em que morei. Posso mudar as estampas ou os tons, mas uma coisa é certa: meus espaços são despojados e sem muita preocupação, afinal são feitos para serem usados!”, resume a moradora.

Na hora de determinar a tinta das paredes, Dri levou em conta uma estratégia divertida: “Eu imaginava que uma escola de gastronomia deveria ter uma cor que despertasse o apetite, por isso a minha tem cor de chocolate, coisa que eu adoro!”. A intuição levou a moradora a apostar em armários também coloridos, seguindo um tom de vermelho similar ao da geladeira retrô. Original da década de 50, a peça pertencia à sua avó e funciona perfeitamente – aliás, nunca quebrou! Para arrematar o conjunto e evitar que o ambiente ficasse muito escuro, a chef e a arquiteta tiraram proveito da iluminação natural por meio de painéis de vidro que chegam até o teto.

O visual antiguinho de alguns dos objetos e acabamentos não é por acaso. Dri fez questão de garimpar itens exclusivos para seu espaço, como a cuba restaurada da pia, vinda de uma fazenda e encontrada em um antiquário após muita procura; as duas carteiras escolares de madeira, outro achado inusitado; e o armário com portas de vidro, que durante muitos anos pertenceu à ferroviária de Campinas. Entre tantas louças coloridas e utensílios de cozinha, a coleção de batedeiras vintage ainda está entre os detalhes preferidos da chef.

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Da mesma forma que Dri herdou o talento culinário de sua mãe, ela também transmite esse conhecimento para seus filhos, Yasmin e Rafael: “Quando a gente faz um roteiro de viagem, a gastronomia sempre é o ponto principal, por isso eles aprenderam a curtir mercados, feiras de rua… experimentam de tudo e isso me dá a liberdade de levá-los para qualquer canto!”. Além de descobrir novos lugares e sabores, a chef aproveita as viagens para comprar ingredientes exóticos, mesmo que ainda não saiba exatamente como usá-los.

Com o trabalho literalmente no quintal de casa, Dri conquistou qualidade de vida e uniu a realização pessoal com a profissional. Tudo isso com muito bom humor e receitas incríveis na manga, como a que ela ensina abaixo… Confira após as fotos tudo o que você precisa saber para preparar uma deliciosa sopa de banana da terra com leite de coco e tamarindo!

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Sopa de banana da terra

Ingredientes: (serve de 6 a 8 pessoas)

• 100 ml de óleo de gergelim
• 4 dentes de alho
• 1 pimenta dedo de moça
• 1 pitada de cominho (ou 2 colheres de chá de semente de cominho)
• 1 colher de chá de semente de coentro (opcional)
• 2 cebolas roxas cortadas em fatias
• 2 bananas da terra muito maduras cortadas em pedaços
• 800 ml de caldo de vegetais ou caldo de frango
• 600 ml de leite de coco
• 250 ml de pasta de tamarindo
• 1 xícara de folhas de coentro
• 1/2 xícara de cebolinha

Aqueça em fogo alto o óleo de gergelim, acrescente o alho, a pimenta dedo de moça e as sementes. Mexa sem parar por alguns segundos e acrescente a cebola roxa. Adicione a banana da terra, o caldo, o leite de coco e a pasta de tamarindo. Abaixe o fogo e deixa a panela tampada. Depois que a banana estiver bem molinha, processe a sopa. Acrescente sal e coloque coentro e cebolinha na hora de servir e também para enfeitar o prato.

Prontinho!

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Fotos por Luiza Florenzano

Deixe seu comentário 5 Comentários

  1. Adorei esse espaço. Além de misturar vários materiais e cores, ele parece mesmo ser MUITO aconchegante. Lindo!

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  2. Simplesmente perfeita!

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  3. Perfeição! Eu sempre falo isso, mas é serio: tenho vontade de morar em todas as casas que vocês fotografam. Beijinhos

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    • Hahaha… Sabe que a gente também viu, Clarisse?
      É uma casa mais apaixonante que a outra… 🙂

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