Ninho em construção | Capítulo 2

Um apartamento alugado, mas cheio de personalidade

Para a designer de joias Talita Rubinho e o auditor Anderson Goulart, nada bate a sensação de chegar em casa e se reconhecer em cada pedacinho da decoração. O apartamento onde o casal mora é alugado, mas com boas ideias e uma dose de improviso eles conseguiram deixar os espaços do jeito que queriam: acolhedores, organizados e com pequenos detalhes que contam trechos de sua história. Para acompanhar essa matéria desde o começo, leia também o Capítulo 1.

O talento de misturar referências distintas e brincar com as cores e materiais acompanha Talita desde a infância. Sua mãe, que é professora infantil, sempre estimulou ela e a irmã, Gabi Rubinho, a extravasarem seu lado artístico – não à toa, ambas seguiram profissões criativas. “Minha mãe comprava cartolina, tinta e vivia bolando coisas diferentes para fazermos. Meu pai também sempre foi aquele cara que faz os objetos com as próprias mãos ao invés de comprá-los, adaptando e construindo peças. Por influência deles passávamos os dias desenhando, colando, recortando ou inventando algo, então com certeza essas memórias impactam nossas carreiras hoje em dia.”, conta a moradora.

Foi essa sementinha e a vontade de fazer um trabalho autoral que levou Talita a criar a marca de acessórios artesanais EVNA, cuja principal matéria-prima são as pedras brutas, como ágatas e piritas, entre tantas outras. “Como quase tudo na vida esse processo exigiu que eu me arriscasse bastante, porém ao mesmo tempo a marca aconteceu muito espontaneamente e foi tomando corpo ao passo que eu também fui amadurecendo na profissão. Empreender não é uma tarefa fácil, mas no final vale a pena.”. Sem interferir muito na beleza natural das pedras, a designer produz colares, anéis e outros itens cheios de alma.

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Os bastidores de toda a produção dos acessórios acontecem no ateliê de Talita, instalado no segundo dormitório do apê. Equipado apenas com os móveis essenciais para não comprometer a circulação, o cômodo ainda é compartilhado com o estúdio musical de Anderson e serve de home office quando os moradores precisam de um tempinho no computador. Quando calha de os dois trabalharem ali ao mesmo tempo eles aproveitam para ouvir música juntos, trocar inspirações e jogar conversa fora.

Um benefício extra – que inclusive os conquistou desde o começo – é o jardim do condomínio, que fica do lado de fora da janela bem na altura dos olhos da designer. “É como ter um ‘quadro’ para contemplar enquanto estou no ateliê. Assim posso ver os passarinhos ou sentir aquele cheiro de terra molhada quando chove. Tanto eu quanto meu marido somos apaixonados pelo interior e pela natureza, então é muito gostoso ter esse cantinho.”

O quarto do casal tem um clima parecido, já que fica na mesma lateral do prédio e também tem vista para as plantas. Feita com tábuas de pinus enfileiradas, a cabeceira é uma invenção de Anderson e garante uma sensação ainda maior de aconchego. A única televisão do apê fica nesse ambiente, pois os moradores quiseram aproveitar a sala para cultivar uma rotina juntos sem as distrações da telinha. Perto da porta de entrada, emoldurada com um fio iluminado, a mesa de madeira antiga se transformou em uma pequena penteadeira.

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Se Talita e Anderson já eram caseiros antes de se mudarem para o apê, agora então o que eles mais querem é curtir os finais de semana acordando tarde, preparando receitas e passando a tarde ouvindo música ou vendo filmes. “A gente ama nossos momentos em casa, então isso reflete muito na forma como cuidamos e nos relacionamos com os espaços. Nossa casa tem um jogo de cintura que mistura o meu lado organizado com o lado um pouco bagunceiro do meu marido – nem tanto pra mim, nem tanto pra ele, mas sim um equilíbrio muito gostoso e perfeito para os dois.”.

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Fotos por Luiza Florenzano

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Histórias

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