Onde a vida acontece | Capítulo 1

A casa aconchegante e convidativa de uma jovem família

Uma casa e todas as memórias que ela guarda não podem ser resumidas de uma vez só, então por aqui fazemos diferente. Ao invés de concentrar todos os detalhes e fotos em uma única matéria, criamos pequenos capítulos para que você possa curtir essa visita durante vários dias. É só acompanhar a ordem pelo título dos posts e apreciar o passeio sem se preocupar com o relógio. 

“Nossa casa não é uma vitrine com belos objetos em exposição. Tudo o que está aqui é usado de verdade, pode quebrar, pode sujar e faz parte”. É assim que a roteirista Patricia Corso e o diretor de arte Thiago Gripp descrevem o clima despojado e acolhedor de sua casa de vila em Pinheiros. Os espaços que o casal compartilha com o filho Inácio, de quatro anos, misturam o estilo eclético e colorido dela com o jeito mais sóbrio dele, compondo um lar autêntico que reflete a essência dos moradores em cada escolha – do galo de louça kitsch ao sofá Chesterfield.

Patricia e Thiago são cariocas, porém eles se mudaram para São Paulo em momentos diferentes e o destino quis que eles ficassem por aqui. Ambos decidiram sair do Rio por demandas profissionais, mas a verdade é que hoje em dia eles se identificam bastante com o estilo de vida paulistano: “O carioca vive na rua, na praia ou no bar. O paulista frequenta muito mais a casa dos amigos e recebe mais as pessoas em casa. São Paulo é mais sobre as pessoas que você conhece e eu adoro isso”, Patricia conta.

Apaixonada pelos encontros entre amigos e por compartilhar seu lar com pessoas queridas, Patricia fez questão de escolher uma casa que permitisse o máximo de interação. Quando o casal comprou o imóvel ele estava novinho em folha pois o ex-proprietário havia demolido a antiga construção para erguer essa versão com espaços mais integrados e abertos para a área externa. Os revestimentos usados por ele, apesar de bem conservados, não encantavam a roteirista, por isso ela investiu em reformas pontuais ao longo dos últimos quatro anos, transformando a decoração aos poucos.

“Quando mudamos eu estava grávida de 7 meses, então não pintamos nem a parede. Depois fui trocando o que me incomodava e deixando tudo do nosso jeito”, a moradora explica. O antigo piso de porcelanato branco foi substituído por um assoalho de madeira, a parede atrás do sofá ganhou tijolinhos, alguns trechos da sala foram pintados com tinta em tom camurça e para completar Patricia também pensou na iluminação e nos tecidos – tudo para deixar a casa mais aconchegante. “Eu gosto de materiais ‘de verdade’, não sou fã de nada sintético”.

Como nenhuma dessas alterações envolveu quebra-quebra pesado ou mudanças estruturais, o casal não precisou contratar um arquiteto ou designer para tocar a reforma. Patricia, que sempre gostou de design e decoração, foi quem tomou a frente. Por conta do trabalho, a roteirista adquiriu o hábito de pesquisar sites com referências, então quando ela vê algo que gosta – seja em um blog, uma revista ou mesmo nas casas dos amigos, sempre encontra um meio de adaptar a ideia para seu próprio estilo.

Bem no eixo entre a sala, a cozinha e o quintal, a sala de jantar é palco de almoços que duram o dia todo aos finais de semana. Ao invés de cadeiras convencionais, Patricia resolveu usar um sofá em um dos lados da mesa para sempre poder acomodar mais um. “Comprei o móvel por apenas cento e cinquenta reais em um site de itens usados. Hoje ele é revestido de jeans, mas vou mudando à medida que o tecido acaba, ou a cachorra come, ou o filho estraga… eu não ligo se as crianças pisarem, se sujar de comida ou de vinho, aqui em casa pode tudo. Apesar de amar minhas coisas, gosto mais de deixar as pessoas à vontade. Não adianta ter uma casa linda que ninguém pode mexer”.

A decoração afetuosa e repleta de relíquias pessoais também é um dos detalhes que encantam no lar do casal. As paredes da sala, por exemplo, trazem uma coleção de memórias felizes: o espelho herdado da avó da moradora, quadros pintados por sua mãe, fotografias tiradas pelo morador, telas que acompanham Patricia desde sua infância… quase tudo tem uma história única. “Talvez por ser roteirista, gosto mais das histórias dos objetos do que dos objetos em si”.

Cada pecinha usada na casa tem um significado para Patricia e sua família – para ela, se envolver com a decoração é um prazer, e não uma obrigação. “Meu trabalho no dia a dia é muito racional, escrevendo, lendo… pensar em imagens e no visual me descansa. Só não colei eu mesma os azulejos na parede do quintal porque não sei, mas amo uma obra”, ela brinca. * Curioso para ver mais ambientes? Então não perca o Capítulo 2 (é só clicar no ‘Continua’).

Onde encontrar

PEÇAS INSPIRADAS NESSA HISTÓRIA

Fotos por Luiza Florenzano

Deixe seu comentário 13 Comentários

  1. Olá meninas, tudo bem? que DELICIA de lar, uma das apresentações mais lindas que vcs ja fizeram. amo casa com cara de casa, não gosto de ambientes com cara de showroom. Parabens a familia que nela mora e parabens a vcs pelo belo trabalho e tambem agradeço pela comida para os meus olhos que vcs me proporcionam toda semana. Beijos

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    • Oi Maria Selma! Tudo bom?
      Algo nos dizia que você ia gostar dessa casa. Primeiro porque ela é aconchego puro, segundo porque é um pouco diferente do que postamos nas últimas semanas. 🙂 Ficamos felizes que tenha curtido. A casa é realmente uma delícia: verdadeira, acolhedora, enfim, ‘família’! Beijão

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  2. Que linda! Amei! concordo, casa tem que ser usada sem receio, é o nosso porto de seguro de belas memórias…

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  3. Que casa maravilhosa, deliciosa de se viver…engraçado, acho q as pessoas meio q tão vivendo a mesma sintonia, quando se trata de morar…o morar gostoso, despretensioso…coincidentemente, fiz um post bem parecido, sobre jeito de morar…
    Amei essa casa, quero ela pra mim…quer melhor decoração do q ver esse sol invadindo os ambientes? Amei, amei, amei!!!

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    • Oi Katia, tudo bom?
      Você falou tudo: não há nada melhor do que curtir a casa despretensiosamente, sem neuras e priorizando a relação das pessoas dentro dos espaços (e não as coisas por si só). Nos identificamos muito com o olhar dessa família. Lar é isso! 🙂
      Beijão

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  4. Super bonita que é a sua cara ❤ amei ! Aconchegante descolada e gostosa como os donos da casa

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  5. Lindo demais!!! Não faria a gentileza de nos dar a referência do fornecedor do tijolinho da parede da sala? Gostamos muito!!!!

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    • Oi Augusto, tudo bom?
      A moradora nos disse que o tijolo é de demolição, normalmente vendido em lojas do tipo. Segundo ela, foi o próprio empreiteiro da obra que fez esse contato, então infelizmente ela não tem mais informações sobre a loja. Uma pena, né?
      Beijos

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  6. Gente que casa linda amei o sofá no lugar de cadeiras achei um charme

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  7. Amei a casa, parabéns aos moradores!!!
    Saberiam dizer de onde é o tapete – que parece ser de pele – que fica na sala com a parede de tijolinhos?
    Obrigada!

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    • Oi Fernanda, tudo bom?
      O tapete é de pele original mesmo e foi comprado na praça Benedito Calixto, em São Paulo. Como lá os vendedores e produtos são itinerantes, talvez seja difícil encontrar um igual. 🙁 Mas não custa tentar.
      Beijos

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  8. Adorei esse buffet/cristaleira. Imagino que seja antigo, mas se possível gostaria de saber onde a moradora comprou. Obrigada

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    • Oi Carolina, tudo bom?
      A peça é vintage sim, mas ainda não conseguimos descobrir onde foi comprada. Vamos continuar tentando e se rolar te avisamos.
      Beijos!

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Histórias

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