Quando vidas se juntam | Capítulo 2

Um apê que reúne referências inspiradoras garimpadas ao longo dos anos

Antes da chegada da arquiteta Maraí Valente, de sua filha Nina e de tudo o que as duas trouxeram na bagagem, o apartamento do cabeleireiro Luciano Calçolari já era lindo e tinha um ótimo projeto, porém os espaços eram minimalistas demais – faltava aconchego para a nova família que se formava. Por isso Maraí usou toda sua sensibilidade para transformar completamente o clima da casa sem precisar de grandes intervenções, apenas preenchendo a decoração com objetos, quadros e plantas e fazendo mudanças discretas na arquitetura. * Você ainda não viu o comecinho da história? Então leia primeiro o Capítulo 1.

Com exceção da área de serviço e dos quartos dos filhos, Nina e Léon, o apê é totalmente integrado, então a sala multiuso contorna o bloco dos elevadores, formando um U. Em uma das laterais ficam a cozinha e a sala de jantar, e o móvel linear usado sob a janela também se estende por esses dois cômodos, dando uma sensação de continuidade. Maraí e Luciano escolheram um novo mobiliário para a área de refeições, priorizando peças fáceis de limpar e que pudessem transitar pela casa se preciso – como o casal gosta muito de receber e os amigos costumam se concentrar na cozinha, era importante ter lugar para todos.

“A cereja do bolo são as luminárias pendentes que eu mesma fiz utilizando a estrutura de luminárias à prova de explosão. Mandei pintar de preto e fixei no teto com cabo espiral, aqueles de telefones antigos. Amo luminárias e estou sempre transformando ou inventando alguma, acho que por influência do meu irmão, que vivia mexendo com soldas e circuitos”, a moradora conta.

Na hora de decorar os quartos dos filhos, Maraí se inspirou na própria personalidade de cada um – tanto é que eles opinaram bastante nas escolhas. “A Nina quis um quarto todo preto, quase tive um treco quando ela veio com essa ideia. No fim, deixei que ela escolhesse 2 paredes para pintarmos de lousa, e o restante ficou branco com acessórios em preto”, a arquiteta diz. O ponto de partida da decoração foi um conjunto de quadros com as fases da Lua, que simbolizam a feminilidade e traduzem muito bem a atual fase de Nina.

Para montar o quarto de León, o filho de três anos de Maraí e Luciano, o casal precisou abrir mão de uma parte de seu quarto – porém, como o espaço era muito amplo, eles mal notaram a diferença. “Seu quartinho ficou pequeno, mas versátil. Fizemos um beliche que ampliou a área de brincar e também pode virar uma futura cama de visitas”. Entre as peças que ele mais gosta na decoração estão os caixotinhos para organizar os brinquedos e deixá-los sempre à mão.

Maraí até admira quem consegue ter uma casa minimalista, mas para ela é importante ter as coisas que gosta à vista – é isso o que a faz se sentir acolhida. “É essencial ter vida em todos os ambientes da casa; usá-los todos os dias, não importa como. Um ambiente sem uso é uma energia que fica estagnada, um buraco negro que suga toda a vitalidade do lar”. É por isso que a família faz questão de aproveitar cada canto do apê na companhia dos amigos e de expor suas memórias e coleções sem medo.

Onde encontrar

PEÇAS INSPIRADAS NESSA HISTÓRIA

Fotos por Luiza Florenzano

Deixe seu comentário 1 Comentário

  1. Muito linda a casa.. Amei mesmo o quarto da filha.. Minha filha esta nessa vibe de pré adolescência e quer tudo preto rsrs!❤

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Histórias

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