Cidadãos do mundo | Capítulo 1

O estilo multicultural de um casal que escolheu São Paulo como lar

Uma casa e todas as memórias que ela guarda não podem ser resumidas de uma vez só, então por aqui fazemos diferente. Ao invés de concentrar todos os detalhes e fotos em uma única matéria, criamos pequenos capítulos para que você possa curtir essa visita durante vários dias. É só acompanhar a ordem pelo título dos posts e apreciar o passeio sem se preocupar com o relógio. 

Multicultural. Essa talvez seja a melhor palavra para definir o lar da arquiteta Laura González Fierro e do economista Philippe Petalas em São Paulo. Ela é mexicana e já viveu na Cidade do México, Paris, Genebra e Nova York. Ele é suíço e nasceu em Lausanne, mas morou em Londres, Princeton e Nova York, onde conheceu Laura. O casal chegou ao Brasil em 2014 e, desde então, vive em um apartamento onde todas essas histórias estão expostas de alguma maneira.

“Somos cidadãos do mundo, então achamos que a mudança para o Brasil seria uma ótima aventura. E de fato foi. Adoramos experimentar culturas diferentes. O processo é muito mais difícil do que parece, qualquer nova cidade tem seus próprios desafios de adaptação. Mas, no final, a riqueza que acrescenta à nossa experiência existencial é vasta, e faz de nós um híbrido de muitas coisas, não podendo ser categorizado como mexicana ou suíço, mas como uma mistura de culturas. Eu sempre digo que é muito importante entender de onde você vem, porém também extremamente importante saber onde você está chegando. E isso se reflete em nossa casa – ela é basicamente uma exibição de nossas próprias experiências e transformações”, Laura explica.

Assim que soube que viria para São Paulo, Laura já se imaginou vivendo em um prédio do período modernista – afinal, era uma oportunidade única e seu espírito de arquiteta estava ansioso por isso. A princípio ela e o marido começaram a procurar um imóvel em Higienópolis, pois é um bairro com muitas opções nesse estilo, porém ficava longe do trabalho de Philippe, então eles acabaram se decidindo por um apartamento amplo nos Jardins. “Mesmo sendo um edifício do modernismo tardio, ele tem os princípios básicos do movimento que eram cruciais para mim: plano aberto, muita luz, ângulos retos e perspectivas limpas”, ela diz.

Outro ponto que contou a favor foi o fato de o apê estar muito bem conservado. Como o sobrinho do proprietário também é arquiteto, ele teve bastante cuidado ao fazer alterações nos espaços. Laura e Philippe mexeram em pouca coisa antes de se mudarem – pintaram tudo de branco, aplicaram um acabamento fosco no piso de madeira e consertaram portas antigas. De resto, o que faz mais diferença no clima da casa são os móveis e objetos colecionados pelo casal ao longo de seus 10 anos juntos. A moradora conta que cada peça tem uma história que os une, e é isso o que as faz especiais.

A mesa de trabalho de Philippe, por exemplo, foi encontrada nas ruas de Nova York durante uma noite com amigos. Ela era uma mesa de professores de uma velha escola e, por ser muito pesada, foram necessárias 3 pessoas para carregá-la até o apartamento do casal na época. Já o par de cadeiras de auditório veio da Universidade de Columbia, onde Laura estudou. Apaixonados por arte, os moradores também gostam de misturar obras dos mais variados estilos e de cada cidade onde viveram – de esculturas garimpadas em junk yards a telas assinadas.

O apartamento de Laura e Philippe os representa tanto como indivíduos quanto como casal. “Estamos unidos pelas mesmas paixões: arquitetura, música, fotografia, design, literatura e conforto. Toda vez que viajamos, confirmamos a forma como estamos sincronizados em termos do que nos dá um verdadeiro prazer e alimenta nossas necessidades intelectuais. Nós adoramos explorar e aprender todos os dias. Amamos nossa casa e isso é um reflexo da nossa história juntos”. * Curioso para ver o Capítulo 2? Clique no ‘Continua’ para conferir!

Fotos por Luiza Florenzano

CONTINUA

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COMENTÁRIOS # 4

  1. Muito legal esse apê! Qual a referência da cor da tinta da cozinha? Adoro esse tom de verde!

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    • Oi Maíra, tudo bom?
      Lindo o apê né? Vamos ver se conseguimos descobrir o nome da tinta. Na verdade, a parede já estava dessa cor quando o casal se mudou, então tem grandes chances de não terem essa referência. 🙁

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  2. Olá! Linda história e lindo apto! Adorei os livros… Essa estante vertical é fixa na parede? Sabem se tem pra vender? Obrigada!

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