Garimpos bem-vindos | Capítulo 1

Arquitetura com história e decoração aconchegante em uma casa linda

Essa história deliciosa foi produzida em parceria com a Casaquetem, uma loja de decoração e design com uma curadoria muito especial, que une a essência dos garimpos de antigamente com a praticidade de encontrar muitos itens incríveis em um lugar só. Vem com a gente…

Quem chega à casa do arquiteto Fabio e da designer Mariana demora a entender onde fica a entrada. Isso porque a fachada é coberta por plantas exuberantes que se emaranham no portão, dando uma amostra do clima gostoso que espera as visitas lá dentro. Original da década de 1950, a casa foi revitalizada com o projeto do morador há 5 anos, mas desde o início houve a preocupação em preservar parte da história do local. Fabio não queria simplesmente demolir a construção e usar o terreno, mesmo porque seu trabalho segue uma filosofia de reaproveitamento, então eles procuraram unir passado e presente num só lugar.

“Queríamos um imóvel que pudéssemos transformar e deixar com a nossa cara. Os corretores até estranhavam nossa busca pelas casas mais detonadas. Essa tinha uma configuração completamente diferente e estava em um estado bem precário, mas logo vimos a possibilidade de criar um pátio interno com muito verde”, Mari lembra. De fato, o jardim é o centro de tudo, por isso a sala e a cozinha possuem diversas aberturas que levam a ele: janelas, portas de correr de serralheria e vidro e até mesmo um portão basculante que abre todo o vão. “A casa foi projetada em função do jardim”, eles dizem. Depois de alguns anos vivendo em apartamento, dá para entender porque tudo o que eles mais queriam era esse pedacinho de terra e de céu.

A reforma teve muitas etapas, mas algumas das escolhas aconteceram de forma intuitiva, conforme as oportunidades iam aparecendo. Os degraus da escada, por exemplo, foram feitos com restos de madeira vindos de uma serraria desativada de um conhecido do morador. Fabio conta que o projeto buscou ao máximo reaproveitar os materiais originais da construção, então boa parte deles foi evidenciada ou reaplicada, como os tijolos aparentes e o madeiramento do telhado. As portas antigas foram realocadas e mesmo alguns tijolos de paredes desmanchadas foram aproveitados para construção de novas.

O arquiteto realmente leva a sério a proposta do reuso, então nada é deixado para trás – o que não ‘coube’ na parte estrutural foi transformado em mobiliário. Ninguém imaginaria uma peça assim, mas a mesa de jantar foi feita com venezianas reutilizadas e tampo de vidro. Na parede dessa área, janelas antigas viraram moldura para espelhos que refletem o jardim, dando a impressão de que a casa se abre para o verde dos dois lados. Itens garimpados em outros lugares também revelam o talento do morador na criação de peças únicas: o secador de cabelo que virou luminária, os caixotes usados como nichos para livros e a vitrolinha adaptada para tocar novas mídias.

“Para nós, casa tem que ter aconchego e falar sobre nossa trajetória ou nossas origens. A nossa casa traz um pouco disso tudo, das nossas referências mineiras, das viagens que fizemos ao longo da vida. Gostamos de tijolo aparente, madeira, tubulação à mostra e serralheria, mas misturamos o novo com o antigo, o rústico com o industrial. Queríamos que os materiais fossem apresentados da forma mais original possível, por isso optamos sempre por revestimentos naturais, estruturas aparentes… queríamos a verdade dos materiais”, eles explicam.

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Peças inspiradas nessa história

Na decoração, além dos itens criados pelo morador, novas peças também refletem essa mistura de estilos que o casal tanto gosta. Os suportes para plantas e o carrinho de metal recheado de louças têm um ar mais industrial; os itens de cozinha trazem uma delicadeza e refletem o jeitinho da Mari; as almofadas coloridas dão vida aos sofás neutros… são detalhes que preenchem os espaços com mais histórias ainda.

Fabio e Mari são de Belo Horizonte e vivem em São Paulo há bastante tempo, mas a casa tem um clima mais mineiro do que paulista. Ao invés de deixar a rotina corrida tomar conta, o casal procura ter mais qualidade de vida – e seu lar é essencial nessa busca. A hospitalidade mineira também é uma herança forte nos dois, que adoram reunir os amigos na cozinha e papear em volta do fogão. “Queríamos uma cozinha de ilha para que todos pudessem participar do processo”, Mari fala.

Nem grande demais, nem muito pequena, a casa tem o tamanho ideal para o casal – e o jardim reforça essa sensação de viver com menos barreiras, pois fica tudo à vista e integrado. Na arquitetura, o projeto trouxe identidade e resgatou a história da casinha de 1954. Na decoração, a personalidade dos moradores fala alto e dita o aconchego de cada canto. * Amou e está curioso para ver mais? Confira o restante da casa no Capítulo 2.

Fotos por Luiza Florenzano

CONTINUA

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COMENTÁRIOS # 7

  1. Que casa linda!!! E de onde é essa estante de livros de metal lindaaa??

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  2. Morri de amor! E a placa escrito Flores são o sorriso da Natureza… onde acharia uma tão linda dessas?

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    • Oi Ciça, tudo bem? Os moradores ganharam essa plaquinha de uma amigo que é super garimpeiro. Acreditamos que seja uma peça única. beijos!

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  3. Que casa linda!!Sou apaixonada por casas antigas e adoro projetos que preservam as características originais desse tipo de edificação!!Parabéns pela casa Qual a cor usada nas portas e janelas? Achei linda!!!

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  4. A casa é bonita mas a decoração está um pouco poluida

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