Decoração com garimpo e boas ideias

Móveis vintage, achados e itens feitos pelo morador personalizam o apê

Nos últimos 10 anos, Derek teve seis endereços diferentes. Por sorte, ele gosta de mudanças e da sensação de descoberta que um novo lugar normalmente desperta. Seu apê atual fica na Av. São João, em Santa Cecília, e desde o começo foi pensado para ser um lar meio temporário, mas mesmo assim o morador quis fazer uma decoração do seu jeito.

“Me mudei para esse apartamento há um ano, em caráter provisório. No endereço anterior, eu morava com um amigo, então tinha poucas possibilidades de intervenção.  Antes disso, vivia em um estúdio bem pequeno, por isso tive que desenhar e executar os poucos móveis da casa. Gosto bastante do trabalho com marcenaria, só não tenho muita prática, então essas peças ficaram nas casas antigas, pois não suportavam muito deslocamento. Quando cheguei nesse apê novo, agora com mais espaço, pensei que seria legal ter itens maiores e mais resistentes, que aguentassem futuras mudanças”, ele explica.

Derek é formado em arquitetura, mas acabou se encontrando de outras maneiras, então hoje trabalha com fotografia e no antiquário Verniz. Segundo ele, a convivência com tantas peças e inspirações incríveis no antiquário também o influenciou na hora de decorar o apartamento. “Juntei um pouco dessa informação com algumas referências já antigas e fui moldando esse lar provisório”, diz. Desde a época da faculdade, o morador pratica o garimpo – seja de roupas, objetos ou móveis; mas ele gosta de mesclar essas peças com história a itens mais novos, pois acha divertido correr entre os dois extremos. “Aqui tem uma mistura de muitas coisas, e isso ainda está em execução, é o tipo de projeto que nunca termina”.

Entre os diversos garimpos, sempre tem aqueles que são mais especiais. O sofá dos anos 60, mesma época da construção do prédio, é a peça favorita do morador e o acompanha há alguns anos. Foi comprado originalmente para decorar o café Elevado, do qual Derek era um dos sócios. “É um móvel importante para mim, pois muitas pessoas que eu amo e admiro já estiveram nesse sofá. Tem uma energia boa, de momentos felizes”, conta. Na cozinha, outro item que Derek adora é o armário, encontrado na Verniz. Seu aspecto industrial diz muito sobre o estilo que ele pretende ter em casa a partir de agora. Já a mesa de jantar e o banco servindo como rack são peças bem simples, de linhas básicas, compradas por sua praticidade.

Derek não se preocupa tanto em combinar um móvel com o outro, mas acha essencial que todos o representem. Ele não gosta de ‘comprar por comprar’, por isso existem algumas lacunas no apê, de coisas que ainda não encontrou. “Nesse apartamento, eu não queria e não podia fazer muitas alterações, então quase não tenho peças nas paredes ou cores. A ideia é ocupá-lo com pouca intervenção no imóvel”, fala. Para trazer algo ainda mais pessoal à casa, o morador quis fazer alguma coisa que tivesse sua assinatura, e foi assim que em um belo dia ele começou a confeccionar almofadas de algodão com bordados – hoje usadas na decoração e encomendadas por amigos.

A casa é algo muito pessoal, então cabe a cada morador saber o que funciona melhor para si. O apartamento de Derek, por exemplo, não tem geladeira nem fogão convencional – apenas um frigobar e um cooktop portátil. Como ele mora sozinho e faz compras quase diariamente, não havia a necessidade de uma grande geladeira, e a escolha do cooktop seguiu uma lógica similar, já que suas receitas são simples. Tudo isso tem a ver com a tal praticidade que ele sempre leva em conta.

Além das escolhas pessoais do morador, o que também traz vida ao apê são as plantinhas e sua gata, Vanilla. “É o tipo de coisa que tira a gente da cama mais cedo e dá aquela vontade de voltar para a casa no final do dia.  Cuidar disso tudo”, ele diz. Simples, acolhedor e autêntico, o apartamento ‘temporário’ certamente ainda terá muita história para contar.

Fotos por Luiza Florenzano

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COMENTÁRIOS # 4

  1. Mto lindo, de onde será o tapete do quarto?

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    • Oi Flavia, tudo bom?
      O Derek nos contou que o tapete foi comprado em uma feira de rua perto do Trianon, na Av. Paulista. Na calçada do parque mesmo.
      É artesanal. Beijos!

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  2. gente estou apaixonada pelo ape inteiro! muito simples, fofo e bem cuidado! fiquei curiosa pra saber de onde são as cadeiras pretas! vocês saberiam informar? obrigadaaaaa

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    • lindo mesmo, né? e bem despretensioso, como gostamos…
      as cadeiras de acrílico e resina são italianas, vieram da época em que o morador trabalhava como designer de interiores

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