Momento de vida | Capítulo 1

Apartamento acolhedor que reflete o estilo dos moradores em cada detalhe

Uma casa e todas as memórias que ela guarda não podem ser resumidas de uma vez só, então por aqui fazemos diferente. Ao invés de concentrar todos os detalhes e fotos em uma única matéria, criamos pequenos capítulos para que você possa curtir essa visita durante vários dias. É só acompanhar a ordem pelo título dos posts e apreciar o passeio sem se preocupar com o relógio. 

A casa é uma extensão do universo de cada um, então é importante que ela acompanhe as mudanças de vida de seus moradores. Foi pensando nisso que a designer de moda Tatiana e o publicitário Leonardo  decidiram procurar um apartamento maior quando descobriram que seriam pais, há pouco mais de um ano. O antigo endereço do casal era bastante especial, por isso eles buscaram um novo apê que também tivesse algum diferencial. O escolhido foi um imóvel antigo no bairro da Consolação, com uma varanda interessante, luz natural de sobra e jeitão de casa. “Estávamos passando por uma nova etapa em nossas vidas, com a chegada do Matias, e queríamos que este lar representasse esse momento”, dizem.

Apesar do grande potencial, nem tudo no apartamento era bacana. O lugar havia sido reformado pelo ex-proprietário e o projeto original foi descaracterizado, então sobrou pouca coisa que pudesse ser aproveitada. Além disso, havia muitas paredes e ambientes com proporções estranhas, e isso comprometia o desejo de amplitude do casal. Pensando na inevitável reforma, Tati e Léo começaram a pesquisar trabalhos de diferentes arquitetos e logo chegaram a um nome que chamou sua atenção: Felipe Hess. “Sabíamos que a obra seria muito grande e precisaríamos ser certeiros. Precisávamos de uma arquitetura que pensasse em tudo novamente, reorganizando os espaços e o fluxo da casa. Além do desafio de refazer o piso do apê, sem ter que investir todo o recurso em revestimentos luxuosos e caros. Vimos projetos maravilhosos do Felipe utilizando materiais simples, e com espírito modernista”, eles lembram.

Na sala, tudo foi mudado – da posição das paredes aos acabamentos, passando pela troca de esquadrias e pela criação de uma longa prateleira de concreto que também serve como banco na mesa de jantar. A grande estante de serralheria é uma das estrelas do espaço, ocupando uma parede inteira. Ali os moradores concentram suas curiosidades, plantas e garimpos, como a coleção de cabeças. “A arquitetura é muito presente e ao mesmo tempo não ofusca as coisas que existem nela, pelo contrário, acaba destacando”, Tati fala. O casal queria uma base mais neutra e versátil justamente para poder brincar com a decoração ao longo dos anos. Quando a reforma terminou, eles foram colocando objetos e móveis que já possuíam, e essas coisas ganharam uma nova cara quando inseridas ali. Algumas peças antigas foram vendidas e outras chegaram, principalmente itens trazidos de viagens. “Gostamos dos elementos naturais e suas texturas sem muito floreio ou exageros: ferro, cimento, pedra e madeira. Uma coisa meio japonesa até”, ela explica.

Essas referências já fazem parte do estilo – e do trabalho – de Tati há bastante tempo, então era natural que elas fossem transportadas para a nova casa também. O conceito de sua marca de roupas MyFots reflete essa identificação com as formas mais limpas e com a neutralidade. “Desde que comecei a marca, meu principal objetivo era que meu ambiente de trabalho fosse uma extensão da minha vida particular. Sempre tratei a MyFots como minha casa. Inclusive uma brincadeira com a palavra MyFots, que viria de ‘my thoughts’ ou ‘minhas ideias, meu universo’. A gente amadurece com o tempo e vai limpando os excessos, vai sendo mais certeiro nas escolhas. No meu trabalho sinto que isso vem acontecendo e em nosso lar também. Essa presença das texturas e elementos naturais do apartamento tem muito a ver com a Casa MyFots no Baixo Pinheiros”. Inclusive, Tati conta que uma parte dos objetos fica passeando entre os dois endereços: às vezes estão na casa, às vezes na loja.

A decoração é uma combinação feliz de objetos antigos, design, naturais, científicos, populares e sentimentais. Tati, por exemplo, adora trazer pedras recolhidas durante viagens e as espalha pela casa. Já Léo curte caçar objetos curiosos e antiguidades em feiras, na internet e até por acaso. Eles têm insetos em resina, uma espada de seu avô, arte popular, coral marinho, um abacaxi de metal e a lista só cresce.  “Trouxemos do apê antigo um aparelho de som que não funciona, mas fica lindo quando ligado. Ele tem muitos botões e acende várias luzes analógicas vermelhas. O Matias adora”, eles brincam. A peça foi comprada em uma feira de rua e é uma das favoritas do casal.

Além da arquitetura repleta de detalhes únicos, o que torna a casa da Tati e do Léo ainda mais autêntica é o equilíbrio entre os dois. Enquanto ele tende a acumular coisas, ela gosta de retirar os excessos, e nessa brincadeira o apartamento se mantém sempre em movimento. Daqui a pouco, até o Matias – agora com 1 ano e 9 meses – vai colocar sua personalidade para fora, e aí a casa vai ter ainda mais histórias pra contar. * Quer conferir o tour completo? Então não perca o Capítulo 2 aqui no blog! 

Fotos por Luiza Florenzano

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COMENTÁRIOS # 2

  1. Bom dia!

    Gostaria de saber de onde é esta poltrona reclinável da sala.

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