Plantas para usar no banheiro

Descubra quais são as melhores espécies para esse ambiente

É impossível negar a influência positiva das plantas sobre as pessoas e os espaços em que vivem. Para celebrar essa relação e incentivar o cultivo dentro e fora de casa, convidamos a Selvvva e a Escola de Botânica a compartilhar aqui no blog algumas dicas preciosas sobre o tema. Olha só… 

Quem está acompanhando nossa série de matérias sobre plantas com certeza já percebeu que é mais do que possível cultivar espécies lindas (e felizes) dentro de casa. Porém um espaço que sempre gera dúvidas para os apaixonados pelo tema é o banheiro. Será que as plantinhas resistem às condições de umidade e calor desse ambiente? Segundo a equipe da Selvvva, existem, sim, algumas espécies que podem se adaptar bem ao cômodo, mas é muito importante que o banheiro tenha alguma fonte de luz natural e uma boa ventilação para poder dispersar o vapor dos banhos quentes:

“Para cultivar plantas no banheiro é preciso ter alguma fonte de luz natural. Na verdade, isso vale para qualquer ambiente. Se a iluminação do seu banheiro é através da área de serviço, por exemplo, tente localizar a planta o mais próximo da janela para aproveitar ao máximo a luminosidade disponível. Outro fator importante é a ventilação, pois até as plantas que gostam de umidade do ar sofrem com os vapores muito quentes”, elas explicam. Quer mais dicas? Então veja tudo abaixo:

  • Quais as espécies de plantas mais indicadas para o cômodo? 

Escola de Botânica: Algumas delas são: samambaia-amazonas (Polypodium decumanum), samambaia-americana (Nephrolepis exaltata), samambaia-de-metro (Polypodium subauriculatum), samambaia-renda-francesa (Rumohra adiantiformis), samambaia-paulistinha (Nephrolepis pectinata), samambaia-azul (Polypodium aureum), avenca (Adiantum capillus-veneris) e chifre-de-veado (Platycerium Superbum). Veja outras opções após as fotos.

Levando em consideração a presença diária do vapor nos banheiros, é importante selecionar plantas que, na natureza, estejam adaptadas a viver em ambientes extremamente úmidos. As samambaias são as que mais se adaptam a essa condição, pois têm pouca capacidade de absorver ou reter água em suas folhas. Elas gostam de umidade no ar e não se prejudicam com o excesso.

  • A umidade é especialmente prejudicial para os cactos ou outras plantas de clima seco? 

Selvvva: Na hora de escolher as espécies, escolha quem gosta de umidade do ar e que viva bem com a quantidade de luz que o seu banheiro dispõe. Cactos, suculentas e outras plantas de clima seco não são indicadas para um ambiente com umidade alta, pois podem apodrecer com o tempo.

  • Qual é o melhor tipo de material, suporte ou cachepô para suportar a umidade do espaço?

Selvvva: Cachepôs de quase todos os materiais podem ser usados no banheiro. Como são produtos feitos para aguentar a umidade das regas, tanto o metal e o cimento quanto o barro suportam bem essas condições. Porém, como o banheiro costuma ser um ambiente com umidade alta combinada à pouca luz natural, a tendência dos materiais mais porosos é reter essa umidade, e isso favorece o desenvolvimento de fungos que podem ser prejudiciais para o espaço e para as próprias plantas. Tudo depende da ventilação e iluminação do banheiro específico. Com pouca ventilação e iluminação, o ideal é optar por materiais sem porosidade, como o metal, que ainda favorece a limpeza e manutenção, pois é bem mais fácil de lavar.

4 espécies para ter no banheiro:

  • Rhipsalis (Rhipsallis sp.)

Rega: De 1 a 2 vezes por semana, mantendo o solo úmido, mas sem encharcar. Antes de regar, coloque o dedo cerca de 2cm dentro da terra para sentir se tem umidade. Se estiver muito molhado, não regue.

Luz: Meia-sombra (sem insolação direta).

Toxicidade: Não apresenta toxicidade para animais domésticos ou humanos.

Particularidade: Existem 36 espécies diferentes de Rhipsalis no Brasil, então elas são encontradas na natureza brasileira em quase todos os biomas.

  • Maranta-riscada (Goeppertia ornata)

Rega: Aproximadamente 1 vez por semana, mantendo o solo úmido, mas sem encharcar.

Luz: Luz difusa ou meia-sombra.

Toxicidade: Não apresenta toxicidade para animais domésticos ou humanos.

  • Filodendro-pendente (philodendron sp.)

Rega: De 1 a 2 vezes por semana, mantendo o solo úmido, mas sem encharcar. Antes de regar, coloque o dedo cerca de 2cm dentro da terra para sentir se tem umidade. Se estiver muito molhado, não regue.

Luz: Luz difusa ou meia-sombra.

Toxicidade: Em todas as partes da planta há presença de oxalato de cálcio, substância que, dependendo da concentração, pode ser tóxica para animais domésticos e humanos. É melhor deixar a planta suspensa para evitar contato direto.

Particularidade: É uma planta da família das aráceas, a mesma da costela-de-adão, do antúrio e da comigo-ninguém-pode.

  • Aglaonema (Aglaonema sp.)

Rega: Aproximadamente 1 vez por semana, mantendo o solo úmido, mas sem encharcar.

Luz: Luz difusa ou meia-sombra.

Toxicidade: Em todas as partes da planta há presença de oxalato de cálcio, substância que, dependendo da concentração, pode ser tóxica para animais domésticos e humanos. É melhor deixar a planta suspensa para evitar contato direto.

Dica importante da Selvvva: As frequências de regas passadas acima são apenas para orientar um primeiro contato com cada espécie, sendo o ideal prestar muita atenção nas respostas que a sua planta vai dar nos primeiros meses para dosar a frequência e quantidade de água necessária. É importante não exagerar na quantidade de água de cada rega, colocando apenas o suficiente para umedecer a terra. Prefira aumentar a frequência das regas ao invés de aumentar a quantidade.

Fotos por Gisele Rampazzo

Deixe seu comentário 2 Comentários

  1. Vocês sabem me dizer se a samambaia havaiana é tóxica para animais domésticos? Encontrei várias informações desencontradas na internet. E também como é o cuidado com ela, tenho uma em casa que parece sempre estar meio ruinzinha e não sei o que fazer pra melhorar.

    Obrigada!

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    • Oi Camila, tudo bom?
      Vamos checar com o pessoal da Selvvva e te avisamos, tá? A princípio, é sempre bom deixar as plantinhas fora do alcance de animais para não ter nenhum problema.
      Beijos

      Responder

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Jardim urbano

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