Tesouros vintage | Capítulo 1

Peças de diferentes épocas se encontram em uma decoração divertida

Uma casa e todas as memórias que ela guarda não podem ser resumidas de uma vez só, então por aqui fazemos diferente. Ao invés de concentrar todos os detalhes e fotos em uma única matéria, criamos pequenos capítulos para que você possa curtir essa visita durante vários dias. É só acompanhar a ordem pelo título dos posts e apreciar o passeio sem se preocupar com o relógio. 

Intensa. Essa é a melhor maneira de definir a casa da designer Carol Ambrósio e de seu marido, o canadense Patrick Farrell. São três filhos pequenos, uma rotina agitada no comando da loja A MINi, muitas cores ousadas, paredes cobertas por quadros de ponta a ponta e uma grande coleção de objetos antigos garimpados. São tantos tesouros espalhados pelos quatro cantos do apartamento que nem parece que a família se mudou há menos de um ano, mas a verdade é que essa movimentação toda tem muito a ver com o perfil da Carol. Ela toca vários projetos criativos ao mesmo tempo, vive de olho em novos garimpos e ama o mundo infantil; então a decoração do apê é claramente uma mistura divertida de tudo isso.

A paixão da designer por relíquias e itens vintage está no sangue: “Meu pai tem um antiquário, o ‘Minha Avó Tinha’, então convivo com esse universo desde que me lembro por gente. Acho que acabou influenciando”, ela conta. Tanto que até na hora de procurar apartamento o casal já tinha em mente o que queria. “Buscávamos um apê antigo e o mais original possível. Se tivesse azulejos rosas e azuis, melhor ainda. E esse tinha! As janelas precisavam ser grandes e de preferência antigas também, assim como portas. Não queríamos nada renovado, então esse foi perfeito”. Outro pré-requisito para os moradores era a metragem, que deveria ser o suficiente para acomodar com conforto os 5 integrantes da família.

Luminária de mesa Eclipse, na Futon Company, e cachepô Cuia Friso, da Selvvva

Poltrona Tripolina, disponível na Futon Company

Sim, o apartamento até tinha a estrutura que Carol e Patrick sonhavam, mas nem todos os detalhes iam de encontro ao que queriam. A decoração deixada pelo proprietário anterior era um pouco mais clássica, com direito a um carpete verde escuro cobrindo o piso de tacos e um sofá mostarda escondendo a banheira de louça azul, por exemplo. O desafio do casal foi entender os pontos altos do apê e fazer pequenas adaptações conforme a identidade do imóvel, sem descaracterizar o projeto original. Quase como um experimento, eles foram testando o que funcionaria ou não, brincando com essa ideia de juntar inspirações.

“Sempre gostamos do estilo mais vintage, com muitas misturas, um quê industrial, com peças homemade e recycled. É quase um patchwork… Claro que também as passagens por lugares e viagens acabam mudando nosso olhar. Tudo é referência”, eles dizem. O casal adora montar cantinhos aconchegantes pela casa, como o espaço da rede de balanço e da vitrola na sala, ou o escritório criado no antigo dormitório de serviço. “Na verdade, os ambientes devem nos inspirar. Se eles não inspiram, mudamos de lugar”.

Cachepô Friso, da Selvvva, sobre a mesa

Cachepô Cuia com corrente, da Selvvva

Entre tantos achados vindos dos lugares mais improváveis, é um verdadeiro desafio escolher uma ou outra peça preferida, mas Carol e Patrick têm suas queridinhas. Muitas delas são do tempo em que o casal morou no Canadá e foram trazidas em um contêiner, como o sofá de veludo azul encontrado nas ruas de Toronto ou o cavalo de balanço de madeira batizado de Will. Da China, onde os dois se conheceram, eles trouxeram quadros e uma peça tibetana, o primeiro presente que Patrick deu para Carol. E tem também a mesa de marceneiro do escritório que era do avô da moradora e durante anos ficou encostada em sua garagem.

Para o casal, nosso lar deve ser um espaço que traz lembranças e aconchego. E isso, sem dúvidas, eles conseguiram conquistar em seu apartamento. Autêntica, impressionante e lúdica, a decoração inventada por Carol e Patrick quebra as velhas regrinhas e prova que o mais importante mesmo é ter uma casa onde a gente se reconheça. * Gostou do que viu? Então não perca o Capítulo 2 clicando no Continua!

Onde encontrar

PEÇAS INSPIRADAS NESSA HISTÓRIA

Fotos por Isadora Fabian, do Registro de Dia a Dia

Deixe seu comentário 8 Comentários

  1. Amei essa casa. Maravilhosa! Como conseguem encontrar tantos lares bonitos?

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    • Incrível mesmo né?
      Hahaha, é com muito garimpo que encontrarmos todas as histórias. 🙂

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  2. Olá meninas, tudo bem? A casa perfeita pra mim, é a casa com cara de usada e não com cara de nova, onde ninguem pode encostar em nada, o piso tem que ser riscado de tanto dançar, a mesa com marcas de copos, o fogão gasto de tanto fazer comidas gostosas. O sofá e as almofadas meio arranhados pelas crianças e cachorros, assim pra mim é a casa feliz, feliz como essa apresentada por vcs. Que seja infinito o garimpo. Beijos e obrigada.

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    • Oi! Tudo bom e você?
      Essa casa é tudo isso que você comentou e mais um pouco. Foi um verdadeiro achado! Realmente sintetiza o estilo e a personalidade da família. E eles são uns queridos!!!
      Beijão 🙂

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  3. Oi! Onde consigo a plaquinha “vista pro mar”?

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  4. Olá ! Adorei o quarto das crianças!!! Todas sonham com estas cabaninhas lindas!! Gostaria de saber onde encontro estas luminárias cogumelo? Um abraço!

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Histórias

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