Fusão de culturas | Capítulo 2

Apartamento que une design brasileiro, inspiração mexicana e peças orientais

Quem diria que a mistura entre Brasil, Ásia e México poderia dar tão certo? No apartamento da estilista Ana, esses três mundos se encontram com naturalidade. O design brasileiro, os tesouros orientais e as cores mexicanas dão alma à decoração imaginada pela moradora e pelo arquiteto André Vainer.

Inevitavelmente, as inspirações profissionais de Ana e seu modo de se vestir reverberam bastante nas escolhas feitas no apê. Ou teria sido o contrário? “Foi nas viagens para a Ásia que me apaixonei pelos tecidos artesanais. No começo, comprei alguns para decorar a minha casa e daí veio a vontade de fazer a Cru Ateliê, com essa proposta étnica e casual, que combina muito com o meu apartamento”, ela explica. De fato, os tecidos que serviriam apenas para decoração acabaram conduzindo a estilista pelo caminho do trabalho artesanal que ela segue atualmente.

Caseira assumida, Ana trabalha no esquema home office, mas gosta de ficar em casa em seu tempo livre também, e além disso adora cozinhar. Por isso, todos os espaços foram pensados para que pudessem ser aproveitados ao máximo. A cozinha, por exemplo, foi um dos cômodos mais alterados durante a reforma, incluindo troca do piso e uma marcenaria colorida totalmente nova. “Antes ela era maior, com copa, mas para nós essa configuração não fazia sentido, então enxugamos”, a moradora conta. Outra mudança significativa do projeto foi a criação de uma saleta de TV no corredor de passagem para os quartos. “Esse é um ambiente improvisado que deu muito certo, ficou aconchegante e eu passo muito tempo ali”.

O quarto de Ana não precisou ser reformado para ganhar personalidade. Com bom olho para misturar estampas e estilos distintos, a moradora brincou com tecidos e objetos comprados em lugares exóticos. “Cada parte do quarto é de uma viagem, desde colcha e almofadas, até o tapete marroquino”, ela diz. Os travesseiros foram feitos com Ikat de seda trazidos de Inle Lake, em Myanmar; os de veludo foram comprados em Istambul e a mão de cobre veio da Índia. Nas paredes, fotografias, xilogravuras e obras de artistas brasileiros se complementam.

As histórias de Ana estão por todo o apartamento. Seja nas peças que vieram da casa de seus pais, nos móveis modernistas que ela admira, nas lembranças vividas com as irmãs ou nos tecidos étnicos que se tornaram sua grande paixão, tudo na decoração tem um significado especial para a estilista. Não é de se espantar que ela goste tanto de ficar em casa!

Fotos por Rafaela Paoli, do Estúdio Pulpo

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COMENTÁRIOS # 5

  1. Suspirei ao ler esta materia e, ao mesmo tempo, me senti em minha casa. Amo misturar estampas e objetos etnicos. Parabens!!!

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  2. Olá, de onde é a cama? Grata!

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  3. Lindo apto!!!O tapete do quarto é de onde?

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    • Oi Gaby, piramos nesse tapete também. Mas ele veio de uma viagem ao Marrocos. 🙁 Beijos

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