Sorte grande | Capítulo 2

O feliz encontro entre uma família e sua casa dos sonhos

“Gostamos de casa de verdade, casa para usar”. É assim que a publicitária Ana Paula e o fotógrafo Tintin definem o clima acolhedor e despretensioso de seu lar. Ao invés de procurar referências de como os espaços devem aparentar, eles preferem descobrir como os espaços devem ser sentidos – e fazer sentir. Não à toa, uma das inspirações do casal é o poema Casa Arrumada, que diz: Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde. Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto… Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.

De diversas maneiras, o lar da família traduz essa leveza. Os cômodos não precisam estar sempre arrumados, as regras de combinar isso ou aquilo não existem… “Aqui tem muita vida, muitas crianças crescendo com as minhas filhas, muita comidinha feita na hora, livros que saem das prateleiras, música tocando na vitrola, cheiro de café, bichos soltos, flores frescas, amigos presentes… nossa casa está sempre pronta para as crianças e os amigos”, Ana fala.

Totalmente aberta para a sala, a cozinha não isola ninguém. Aliás, muito pelo contrário. Quem comanda o fogão consegue interagir com todo mundo – e ainda se inspirar com a parede cheia de memórias na sala de jantar. A seleção inclui um quadro pintado pela dona Maria Caldeira, avó de Tintin e pintora de arte Naif; pratos da Calu Fontes e da Rita Wainer; um bordado antigo do artista Felipe Morozini; uma fotografia da amiga Tati Abreu no aniversário de dois anos de Lola, a filha mais velha; um texto escrito à mão por Adélia Prado… e mais ao lado, a composição traz uma obra de Marcio Pontes onde se lê Eu Te Amo. “Acho muito importante que essa parede seja assim, um espaço que fala de amor”, a moradora conta.

Como a família se mudou há pouco tempo, os quartos ainda estão em fase de amadurecimento. Novos detalhes e objetos com certeza virão com o passar dos meses, mas por enquanto Ana e Tintin já estão curtindo o espaço com banheiro integrado e luz natural. Nos quartos das filhas, cada uma escolheu o que queria: Lola gosta de aproveitar o lugar com as amigas, por isso o painel de fotos fica em destaque na parede; Nuna curte a aventura de ter uma cama alta e com uma área livre para suas coisas embaixo.

Para Ana e Tintin, não foi nada difícil deixar a casa do seu jeito. Suas cores, seus hábitos e seus objetos foram sendo acolhidos pela decoração – e a tornaram mais acolhedora também. A bicicleta entra na sala nos dias de chuva, os ganchos vivem com mochilas e casacos pendurados, o aroma do jantar se espalha pelos ambientes… aos poucos a vida cotidiana vai tomando conta. Para coroar essa atmosfera deliciosa, a casa ainda remete ao lugar onde a moradora passou a infância: “A casa onde cresci tem um projeto muito lindo. Também é toda integrada, com janelões voltados para o jardim, e de lá vem a iluminação que dá vida a tudo. De certa forma, tem muito a ver com isso aqui”.

Fotos por Maura Mello

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COMENTÁRIOS # 3

  1. Que casa cheia de amor…qual foi minha surpresa de ver neste blog que sigo há tanto tempo, e que virou um hábito diário visitar, a casa de minha amiga de infância Ana, e como sinto saudade das tardes no jardim da sua casa aqui. Adorei ver a casa e reportagem desta minha amiga querida que mora em meu coração.

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    • Oi Graziela, tudo bom?
      Que máximo que você conhece a Ana. E que coincidência mesmo!
      Adoramos a casa e a atmosfera de aconchego que eles criaram. Realmente algo único…

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  2. Nossa! Babei !!

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