Próximo destino | Capítulo 1

Decoração com tons neutros e móveis vintage garimpados pela Europa

A arquiteta e designer de interiores Marina não precisou pensar duas vezes antes de abraçar a oportunidade de se mudar para Londres. O convite aconteceu três anos atrás, quando seu marido, o americano Michael, foi transferido para a Inglaterra por conta de seu trabalho no mercado financeiro. “Nos parecia uma boa ideia morar em um lugar que fosse neutro para nós dois: não é nem a minha cidade natal, nem a dele. Além disso, minha família vive em Portugal e eu sempre quis morar na Europa para todos ficarmos mais perto”, ela explica. Hoje, o apartamento de 100m² em Hoxton é onde Marina e Michael se sentem realmente em casa.

Esse já é o segundo endereço do casal na cidade. Logo que chegaram do Brasil, os dois se instalaram em um apê com jeito de loft na mesma rua de seu prédio atual, porém no imóvel antigo eles não tinham a vista para o Regent’s Canal que têm agora. “Eu passava pela calçada no caminho de volta para casa e namorava esse prédio. Depois de 1 ano, enfim encontramos um apartamento para nós aqui”, Marina lembra. Além de estar logo em frente ao canal, outros elementos chamaram sua atenção, como os ambientes amplos, a conversão da construção industrial em moradia, a estrutura, as tubulações aparentes… isso sem falar que o apê estava recém-reformado e contava com muita área de armazenamento. Ou seja, não demorou nada para o casal decidir que esse era o lugar ideal.

Quem conheceu o apartamento antes da chegada do casal talvez nem o reconhecesse agora. As paredes eram pintadas de amarelo mostarda e os espaços estavam mobiliados com peças coloridas de traços modernistas – algo bem diferente dos ambientes com muito branco e tons neutros criados por Marina. Além de pintar as paredes, a arquiteta desenhou alguns móveis de marcenaria, mas as alterações no geral foram mínimas, pois os banheiros e a cozinha já estavam prontos. Segundo ela, o grande desafio foi rearranjar as coisas que trouxeram do antigo endereço nesse novo apê, pois os cômodos atuais são menos amplos e pouco integrados.

Na decoração, peças de origens diversas compõem espaços que surpreendem. “A melhor parte de estar na Europa é o mercado aberto e a oferta de móveis vintage. Nossa mesa de jantar é francesa, o banco é belga, as cadeiras da saleta de TV vieram de uma escola no norte da Itália, a mesa de centro de terrazzo é dos anos 30 e foi trazida da Alemanha… gosto da mistura de objetos com história e itens de design consolidado”, Marina diz. Alguns elementos têm um ar mais industrial, condizente com a arquitetura original do prédio, porém a moradora equilibra o conjunto com texturas, cores leves e materiais naturais que garantem conforto. Na estante da sala, as coisas mudam de lugar o tempo todo, conforme o estado de espírito do casal – e Marina conta que Michael tem o dom de organizar tudo da melhor forma.

“Na verdade, não é uma decoração muito planejada, é um pouco do que amamos reunido. Acho que a nossa casa é uma mistura de nós dois e como os nossos gostos se encaixam. Isso é o que mais curtimos nela”, eles falam. Os quadros, por exemplo, são quase todos feitos por amigos ou trazem algum significado para o casal. Entre eles estão obras da sogra de Marina, uma excelente pintora; um retrato assinado pelo designer Steve Lynch; uma fotografia de Guilherme Botti; duas gravuras da Calu Fontes e até um papel de arroz da Japan House, em São Paulo.

Construído em 1920, o prédio foi testemunha de grandes mudanças na paisagem londrina. O edifício se chama Canal Building e é bem famoso na região, principalmente por ter sido uma antiga fábrica de tecidos convertida em condomínio residencial em 2001. Todos os apartamentos são diferentes entre si, e isso certamente contribui para que o lar de Marina e Michael seja tão especial. “Eu amo morar em Londres. É uma cidade muito bairrista e espalhada, mas ao mesmo tempo é internacional, com gente do mundo inteiro”, a moradora define. * Quer conferir mais fotos e ambientes do apê? Então veja também o Capítulo 2 da história!

Fotos por Maura Mello

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