Um lar em Barcelona | Capítulo 1

Arquitetura tradicional e decoração com vida em um apartamento catalão

Quem já esteve em Barcelona sabe o poder que a cidade tem de fazer as pessoas se apaixonarem perdidamente por ela. E isso é ainda mais verdadeiro para quem ama decoração e arquitetura. Afinal, não é em qualquer lugar que se pode cruzar com uma obra emblemática de Gaudí saindo do metrô ou ao virar uma esquina. É nesse cenário – mágico por si só – que a diretora de arte Dolores Llorens vive com sua família, em um apartamento que tem tudo de especial: ladrilhos hidráulicos no piso, pé-direito alto, portas de madeira belíssimas e pequenas varandas em quase todos os cômodos. Definitivamente, um motivo a mais para amar Barcelona.

O marido de Dolores, Marco De Togni, é arquiteto e fundador do MCD Studio, que costuma trabalhar com arquitetura clássica, respeitando as origens de cada espaço, porém trazendo novas referências – então é fácil entender porque ele se encantou com o apartamento de 1890. Outro detalhe que os moradores adoram é que o prédio fica no centro de uma praça, sem nenhum edifício adjacente, portanto possui muitas janelas e recebe bastante luz natural.  Após comprá-lo, em meados de 2014, o casal realizou uma reforma enxuta para não descaracterizar o imóvel. “Decidimos respeitar as formas e os materiais em tudo o que foi possível. Deixamos os revestimentos originais e trouxemos amplitude tirando algumas paredes”, contam.

Com a reforma, a cozinha foi deslocada para uma área antes inutilizada, e essa solução liberou espaço para uma sala de jantar mais ampla, com estantes repletas de livros e relíquias. Dolores diz que a decoração resultou do encontro de suas peças com as peças de Marco. “Utilizamos coisas que nos pertenciam antes. Eu sou diretora de arte e sempre estou buscando objetos diferentes. Me encantam os pequenos detalhes, as coisas que nos falam de viagens ou experiências anteriores. Vou juntando itens que na verdade não têm muito valor, mas gosto de usá-los, dando a eles um sentido”, explica.

Marco, por outro lado, traz seu olhar racional de arquiteto, e adora clássicos do design e livros, como as cadeiras Cesca. Além disso, ele toca violão, então a decoração também tem referências ligadas à música. Tanto um quanto o outro preferem garimpar peças com história a comprar algo pronto ou caríssimo em alguma loja da moda. “Gostamos de casas que crescem com o tempo em que vivemos nelas… que têm uma relação com nossa história, e não espaços decorados por alguém que te diz o que combina ou não”, falam. E realmente, o apartamento do casal é tudo, menos impessoal.

Para Dolores, a parte negativa da decoração de interiores é crer que uma casa possa ser montada em 5 dias, apenas colocando tudo o que se precisa lá dentro. “Esse pensamento cria espaços sem alma, como hotéis – que não gostamos nada”, fala. Nisso, ela e Marco se parecem muito: os dois já trabalharam juntos em algumas reformas e sempre se guiam pela ideia de que a alma do lugar seja respeitada, dos materiais à personalidade dos moradores – e seu apê deixa isso bem claro. * Ei, esse passeio pelo apartamento ainda não acabou. Confira outros ambientes no Capítulo 2!

Fotos por Maura Mello

CONTINUA

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COMENTÁRIOS # 2

  1. Que delícia de história. O apartamento me lembrou o que fiquei hospedada por lá (pelo AirBnb). Espaços amplos, muita luz e várias varandinhas.
    Não vejo a hora do capítulo 2.
    Xoxo.
    Viviane

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    • Oi Viviane, tudo bom?
      Esse apartamento é muito incrível mesmo. Nós também nos apaixonamos!!!
      Queremos morar lá, inclusive.

      Responder

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